“É importante estar a par do que melhor se faz no mundo do Jornalismo Visual, mas, o Renascimento ainda é a minha Bíblia”


Mientras nos preparamos para ÑH2019 hablamos con Marco Grieco, director de Arte de Expresso, que será juez en los Premios ÑH y ponente en el Congreso de Buenos Aires (Argentina) el 10 y 11 de octubre.

Marco Grieco nació en Río de Janeiro, Brasil. Se graduó en Diseño en la UERJ School of Industrial Design en 1996, y comenzó a trabajar al año siguiente en el periódico de Río O Dia. En 2000, fue invitado por el diario portugués Jornal de Notícias al puesto de editor de Arte y emigró a Oporto. En 2006, regresó a Lisboa para convertirse en director de Arte del semanario Expresso. En más de 20 años de vida profesional, ha recibido varios premios y reconocimientos de SND, SND-E y European Newspaper Awards, entre otros. Desde que se hizo cargo del talentoso equipo de arte de Expresso, el semanario de Lisboa ha sido elegido como el Periódico Mejor Diseñado de la Península Ibérica (ÑH6/2009), el Periódico Mejor Diseñado en Europa en dos ediciones (2007 y 2016) y también recibió el SND World’s Best Designed Newspaper, dos años (2008 y 2009).

¿Diseño es para ti…? 

O design nada mais é do que aplicar todas as nossas impressões e referências, todo o nosso conhecimento, em prol de um produto. Para que este mesmo produto seja o melhor possível para o seu usuário ou espectador. Não interessa se este produto é uma cadeira, um carro, uma luminária, um jornal ou uma revista.

¿Cuáles son tus referencias obligadas?

A arte clássica há de ser sempre uma referência obrigatória. As noções estéticas de proporção, enquadramento e composição são balizas quase instintivas para mim. Desde a minha formação universitária, preferi sempre os livros de arte aos livros de design. É importante, claro, estar a par do que melhor se faz no mundo do Jornalismo Visual, mas, ao fim e ao cabo, o Renascimento ainda é a minha Bíblia.     

¿Qué publicación, impresa o digital, te ha sorprendido más este año?

Pode parecer um discurso conservador, mas, aqui também, os clássicos acabam por ser sempre uma surpresa… No papel, a consistência das capas da The New York Times Magazine, New Yorker ou Time são incontornáveis. Seja pela beleza pura e dura da composição, seja pela criatividade e abordagem inusitada dos temas. A recente The Guardian Weekly também é muito interessante. Confesso que não consigo ter a mesma relação de arrebatamento pelo digital. Devo estar a ficar velho… De qualquer forma, alguns trabalhos multimédia do catalão Ara ou do brasileiro O Globo são autênticas obras de arte.

¿Qué es lo más importante que has aprendido en tu carrera? ¿Y en tu posición actual?

Aprendi tanta coisa! Sou filho único e sempre fui muito mimado – e ainda bem! Quando era jovem, estava acostumado a ser sempre o centro das atenções e nunca precisei lidar verdadeiramente com a falha ou com a dúvida. Nos jornais, aprendi a canalizar as minhas convicções para o resultado final, sem medo de arriscar. Aprendi também a partilhar mais e a confiar e potenciar as qualidades dos outros elementos da equipa. No Expresso, aprendi que uma boa ideia pode – e deve – nascer sempre de uma troca, uma discussão, um complemento de visões e percepções e não de uma decisão unilateral e soberana. Ninguém é uma ilha…

¿Qué nos vas a contar en este ÑH2019?

Vou falar daquilo que conheço melhor. Sem nenhuma pretensão ou vaidade, os meus últimos 13 anos ligados ao Expresso foram muito produtivos. Depois de ter trabalhado em dois diários, a experiência de um semanário foi e continua a ser uma realidade desafiante. “Um Saco Cheio de Design” vai abordar alguns dos mais felizes momentos desta longa convivência e os seus resultados. E este ano, o famoso saco Expresso até passou de plástico a papel reciclável para enquadrar-se melhor nas recentes exigências de sustentabilidade. Portanto, nada melhor do que partir daí para apresentar o que fizemos de melhor nestes últimos tempos. Espero que seja proveitoso para todos que quiserem me “emprestar” um pouco do seu tempo.